PERDIZ-COMUM (Alectoris rufa)



É possível observar perdizes-comuns na orla do Pinhal, junto ás dunas, entre VRSA e Monte Gordo, é mesmo frequente vê-las na estrada entre o molho e os Três pauzinhos. Esta foi fotografada perto de Vila Nova de Cacela.

Serve para recordar que VRSA não é apenas um concelho urbano e ligado ás pescas, tem também uma zona rural na freguesia de Cacela. Até em termos gastronómicos e apesar de dominarem os pratos herdados da mistura de gentes e de culturas que a pesca juntou ao longo da história junto ao Guadiana ou resultantes da vizinhança com Espanha, é bom não esquecer práticos típicos como as favas com chouriço, uma marca da ligação de VRSA à "serra".

Seria interessante estudar as muitas influências que deram lugar à população de VRSA, que neste capítulo é uma terra única no país ,. No passado muitas profissões estavam associadas a determinadas zonas, era o que sucedia, por exemplo, com o pessoal da guarda Fiscal que era maioritariamente proveniente da serra.

Enfim,. se a autarquia gastasse menos a vigiar os comentários na página da senhora presidente e investisse mais na sua história e cultura não seria má ideia.

A CASA DOS SEGREDOS



Fará sentido prestar homenagem a um participante de um reality show com o argumento de que fez publicidade a um concelho? Parece que é moda e começa a ser frequente ouvir em programas televisivos os agradecimentos de participantes aos apoios recebidos das autarquias.

Estaremos perante homenagens genuínas ou será que na verdade os autarcas estão sendo oportunistas e aproveitam a notoriedade passageira destes "famosos" dos nossos tempos, para tirarem proveitos eleitorais?

Admitindo que faz sentido este tipo de homenagens coloca-se, então, a questão de saber que apoios dá ou dão as autarquias para que os jovens tenham sucesso nas suas carreiras ou se estas homenagens também são feitas a quem tem menos notoriedade televisiva.

Ainda há poucos dias uma cidadã da terra, Cátia Diogo (da Manta Rota), consagrou-se campeã do mundo de pesca de mar, curiosamente no dia da fundação da vila, mas foi ignorada ou se mereceu algum gesto foi suficientemente discreto para ninguém saber, nem teve direito a um post no Facebook da autarquia. porquê? Se tivesse aparecido num telejornal televisivo é certo que quando estivesse a sair da Via do Infante já a autarca estaria a recebê-la.

Isto é, o que conta não é o valor das pessoas ou mesmo o contributo que dão para a imagem da cidade, mas sim a sua notoriedade pública e é essa notoriedade que leva os autarcas mais dados ao oportunismo e a aparecerem na fotografia para conseguirem proveitos à custa dos outros.

É por isso que a autarca de VRSA ignora uma campeã do mundo mas recebe um jovem que esteve num reality show que já está em decadência ou se faz fotografar ao lado de (centenas segundo a autarquia) motards.



Mas não queremos deixar de fazer uma sugestão construtiva. Tendo em conta a quantidade de segredos que há no edifício sede da Câmara Municipal a melhor homenagem que a autarca poderia fazer ao jovem famoso era dar à sede da autarquia o nome de Casa dos Segredos. Até poderia escolher o jovem para apresentador e criar um reality show local onde a cada semana ia revelando segredos , enquanto o povo votava no membro da equipa que devia sair da casa.



MUXAMA EMPREENDEDORA




Na monografia de Vila Real de Santo António, de Francisco Xavier d'Athaíde Oliveira, há informação abundante sobre a vida económica desta cidade nos finais do século XIX, chega mesmo ao ponto de listar as empresas existentes na então vila. Todavia, em relação ao século XIX pouco se produziu e a história económica da vila no século de maior progresso foi esquecida. É uma pena, resta-nos as memórias e, em particular, a memória do passado recente.

Aqui perto, Olhão tem desde há muito um destino quase paralelo ao de Vila Real de Santo António.

VRSA foi uma vila empreendedora, com um grande numero de empresas industrias do setor das conservas de peixe, poder-se-ia dizer que estas constituíram um cluster em torno das quais se desenvolveram muitas outras atividades a montante da produção das conservas. VRSA desenvolveu todas as atividades a jusante, a começar pela construção naval.

Olhão teve um crescimento paralelo, ainda que menos consistente do que VRSA, tendo dado um grande pulo ao nível da pesca com a chegada da pesca de arrasto, com uma presença forte da maior empresa do regime Salazarista, a do almirante Henrique Tenreiro.

Em meados da década de 60 do século passado VRSA viria a ser bafejada pelas novas oportunidades que o turismo, suportado pela povoação de Monte Gordo, estava a trazer, Olhão ficou-se pelo caminho, sem acesso por terra às praias ainda hoje sofre neste setor. Mas no final do século as duas vilas entraram em decadência, a quebra nos stocks de sardinha e a incapacidade de diversificação do setor levou ao encerramento das fábricas, a seguir a estas ocorreu um efeito dominó.

VRSA era dos poucos concelhos onde o Banco de Portugal tinha uma delegação e onde a generalidade das bancas tinha filiais. Aos poucos tudo foi encerrando e começa aqui a separar-se a sorte dos dois concelhos.

Olhão foi criando infraestruturas para permitir a fixação de novas indústrias fixando população e permitindo que não se torna-se num mero dormitório da capital algarvia. VRSA ficou-se pelo lucro fácil dos trapos que os espanhóis compravam, esqueceu a indústria e ficou vidrada lo lucro fácil que a construção empurrada pelo turismo permitia. Desenvolveu-se uma economia oportunista, surgiram empresários de lucro fácil que acumulavam os lucros fáceis dos trapos aos lucros do mercado negro de câmbios. Foi o ciclo da economia da peseta, um ciclo de enriquecimento financeiro, mas de empobrecimento humano.

Olhão, qual formiga trabalhadora, criou riqueza com a indústria que lhe permite ter hoje um parque industrial com empresas de referência no Algarve, para depois desenvolver atividades associadas ao turismo que lhe permitem ter hoje uma vasta e atrativa oferta de restauração que permitem ser referência da região. VRSA ficou-se pelo lucro fácil e foi perdendo importância na região, entrou em decadência!

Eis que em 2006 surgiu um novo Messias que iria tudo resolver e recolocar a terra no top regional e nacional. Foram projetos e mais projetos, anúncios de investimento e mais anúncios! Nada funcionou. Gastaram-se milhões em desenhos e propaganda mas investimento público e privado nem vê-lo.

Talvez perante o falhanço claro das políticas em contraposição com os resultados positivos conseguidos noutros concelhos do Algarve e em especial no de Olhão, Luís Gomes e a sua equipa desataram a contratar pessoas e serviços por esse Algarve fora. Parece que era necessário dar à Vila o espírito empreendedor dos olhanenses. Foi a contratação de pessoal, foram contratos de marketing, foram contratos de associação, foram protocolos com o Município de Olhão, etc, etc,

Nada mudou no concelho, continua a gastar-se à tripa forra em assessorias, consultorias, projetos, etc, bem, nada não, apareceram alguns projetos privados ligados, de forma direta ou indireta, a pessoas da área do atual poder autárquico e cujo esplendor máximo pode ver-se com a chamada revolução urbana da praia de Monte Gordo. onde apoios de praia, restaurantes e quiosques foram criteriosamente adjudicados.

Acabado o ciclo da peseta iniciou-se o ciclo da manjedoura autárquica, ciclo que acaba da forma mais miserável, com uma economia assente no assistencialismo, com a presidente da câmara a declarar de forma desprezível e revelando valores políticos de sarjeta, que matou a fome a muitos vila-realenses.

Talvez mereça a pena fazer a história económica dos últimos anos e ver quem empobreceu e quem enriquece, como surgiram empresários bem sucedidos, como alguns fizeram fortuna. Mas parece que depois da peseta e do assistencialismo surge um novo filão, os negócios na praia, que durante décadas foram ignorados. Parece que de um dia para o outro terão nascidos empresários de sucesso neste setor. Vale a pena estar atento aos concursos e aos negócios no setor.

PRINCESA DO GUADIANA



A Princesa do Guadiana foi uma das muitas traineiras de Vila Real de Santo António. Lestia, Conceiçanita, Biscaia, Infante, Maria Rosa, Pérola do Guadiana Raulito, e muitas outras que enchiam as rampas da doca, a muralha, os cais da Sacor, da Rainha,  do Parodi ou do José Rita, na hora da descarga. Foram muitas dezenas de traineiras e enviadas onde trabalharam gerações de vilarealenses, mestres, maquinistas, camaradas, mestres de terra, mecânicos, desenhadores, calafates, toda uma indústria que marcou o século XX de Vila Real de Santo António.

Que todo este património não acabe no esquecimento, urge recolher informação, reconstituir a história, recolher desenhos, fotos, maquetas, tudo para que um dia os futuros vilarealenses não pensem que tudo nasceu com as lojas das pesetas ou com os cafés da avenida.

Progresso também é cultura e cultura é história e história é memória. Um povo sem memória, um povo feito de esquecimentos, que tudo mede pelo modelo do carro ou pela conta bancária, é um povo inculto.

DA POESIA À BORDOADA



Parece que o grande poeta do Baixo Guadiana e arredores alem de fazer rimas também tem por papel dar bordoada a quem se porta mal com a mana. Não é nada de novo e apenas significa que a democracia praticada na autarquia de Vila Real de Santo António é uma democracia musculada, neste caso uma democracia gordurada.

Mas o nosso poeta não se limita a vigiar e vai mais longe, armando em lanzudo faz ameaças, sugere que um empresário depende de ajudas e escreve como se os dinheiros públicos que pagam trabalhos feitos honestamente tivessem saído da herança dos Cabritas e fossem uma espécie de gorjeta da Mão Amiga, decidida num momento de imensa generosidade da mana para matar a fome a mais um vila-realense esfomeado.

A mensagem está dada, ou se faz aquilo que é conveniente ou "leva-se trampa", o que quer dizer que ou se dá graxa ao regime ou leva-se merda. Esperemos que o poeta não se esqueça e use este rico vocabulário para encontrar rimas. Mas fica aviado de que aqui no Largo, onde nasceu António Aleixo numa casinha que mais tarde foi oficina do Mário pintor, os seus versículos terão um destino adequado.

O aviso foi feito, quem com a sua ausência não abrilhanta as cerimónias da mana leva no Facebook, ainda que a cobardia ou, quem sabe, o bom senso aconselhe a apagar o post muito rápida demente. Aliás, parece ser um tique da democracia gordurada da São, desaparecem muitos posts nas páginas do Facebook.

Mas parece que a coragem não é a praia dele e depois de no post ter jurado que "digo e redigo as vezes que forem precisas e vão gozar com quem bem queiram" mudou rapidamente de ideias e apagou o post. Afinal nem disse, nem redisse, acaba por ser ele o gozado e regozado.


ADITAMENTO 2: UMA PERDA IRREPARÁVEL



Parece que vamos deixar de conhecer os comentários do Sr. António a propósito dos que se comportam com a senhora presidente de uma forma que a família reprova. É uma pena que a sua presença na rede seja reservada aos mais íntimos ou esteja suspensa por quaquer motivo. Perdem-se pérolas da democracia como o post que apagou.


ADITAMENTO 1: Eis a resposta:



É uma pena que em vez de se prender a questões meramente formais o Sr. António não tenha explicado o conteúdo do seu post no facebook ou o motivo porque o retirou. E já que falamos de anonimatos e de redes porque motivo no post que eliminou mete uma imagem de Monte Gordo mas não diz a quem se refere, apelidando-o de "Artista".

Pois, o Sr. António não usa das redes sociais, não se serve delas para chamar "artistas" a pessoas que não nomeia, nem retira os posts quando lhe convém. Enfim, tudo boa gente com bons princípios.



A MÁQUINA DA PROPAGANDA (E OS SEUS IDIOTAS)



Se o maior empresário de Vila Real de Santo António foi homenageado, também faria sentido que aquele que é o trabalhador que mais dinheiro ganha, que muito provavelmente será o conhecido político e advogado Morais Sarmento, também fosse alvo de uma homenagem. Também faria sentido que se soubesse o motivo das homenagens e de quem partiu a iniciativa, já que na câmara há vários partidos e fica-se com a sensação de que os homenageados deverão ficar gratos à generosidade da São.




Pois parece que a São não gosta nada de comentários e em 15 minutos dois comentários que nada têm de ofensivos foram eliminados e o "Largo da Forca" banido da página da autarca. Isto significa que a máquina de propaganda, certamente paga com dinheiro dos contribuintes, está atenta e muito bem oleada. Não basta ter uma única pessoa para assegurar uma vigilância digna da RDA, são necessárias várias e uma ligação direta à autarca para decidir na hora que comentários devem ser eliminados e que visitantes devem ser banidos.

Se a página é mantida por funcionários públicos é muito questionável que os comentários possam ser eliminados com base em critérios pessoais da autarca, sendo apenas permitido elogios e parabéns, muitos deles com ar de ter sido encomendados. É lógico que os mesmos escribas que usam o lápis azul, ocuparão os seus tempos livres para estimular comentários simpáticos.

A máquina do poder está muito bem oleada. Só revelou pouca inteligência e não perceberam que estavam a ser testados. Enfim, é mais fácil ser censor do que ser inteligente e na história da censura em Portugal está recheada de idiotas.


PS: Já que estamos no Facebook aqui fica a adivinha que vale 1 milhão: a quem se referiria de forma alarve e menos digna o senhor irmão da São? parece que a CMVRSA, agora que já tratou das cataratas, pode aproveitar a grande experiência dos cubanos na fisioterapia e mandar lá para tratamento todos os que sofrem da famosa dor de corno ou de cotovelo, para não se ser ofensivo: