O QUE ESCONDE O ARMÁRIO CUBANO DE VRSA?


É bem conhecido o internacionalismo cubano, as suas relações com alguns países da América Latina, o apoio dado ao MPLA em Angola ou a sua presença noutras partes do mundo. Mas também se sabe que Cuba não é um país rico e com grandes recursos, durante décadas sobreviveu com a ajuda da ex-URSS e muitos dos seus apoios ou intervenções externas tiveram compensações, sem as quais o país não sobreviveria. No caso atual da Venezuela todos sabemos que independentemente das relações ideológicas há também compensações, o apoio à Venezuela é compensado com petróleo barato.

Não se pretende dizer que o regime cubano é desonesto ou que beneficia abusivamente de situações em que se envolve politicamente, diz-se apenas que o internacionalismo cubano não é uma forma de mecenato internacional para o qual aquele país pobre não tem recursos. Cuba exporta quadros e importa matérias primas a preços favoráveis.



Mas o que levará Cuba a ter em Vila Real de Santo António uma presença proporcionalmente mais importante do que a que tem ou teve em qualquer outra parte do mundo? O que leva o regime comunista cubano a ter relações especiais com um político local da direita portuguesa? Vale a pena lembrar que pouco tempo depois de Gorbachev chegar a líder do PCUS foi impedido de entrar em Portugal para estar presente num congresso do PCP, por um governo do PSD que na época estava bem mais à esquerda do governo de extrema-direita chique de Passos Coelho.

Qual será o verdadeiro papel de Luís Gomes nas relações com o regime cubano? O que leva o governo de Havana a ter relações com um político local da direita de um país da UE e da NATO com um nível de intimidade só comparável às relações que tem com o governo venezuelano? O que dará Luís Gomes em troca, que compensações poderá ter Luís Gomes em Cuba?

As relações de Luís Gomes com Cuba são um armário cheio de segredos escondidos dos olhos não só dos vilarealenses como de muitos outros. O que ganha Cuba com estas relações pessoais, negócios de saúde e semanas culturais num pequeno concelho da Europa que fica a milhares de quilómetros de Havana? O que oferece e o que recebe em troca? Quem é Luís Gomes na perspetiva do regime cubano , da sua diplomacia, do Partido Comunista de Cuba e dos seus serviços de informações?



O que se esconde no armário cubano de Luís Gomes? É só o que poderão dizer ou sugerir as más línguas, de que todos falam à boca pequena, é uma genuína admiração pelo regime cubano por parte de alguém de direita e sem grandes escrúpulos políticos, serão as preocupações com os problemas oftalmológicos dos velhotes ou há muito mais?

Um dos pontos a analisar com mais atenção no próximo mandato autárquico são as relações da autarquia com o regime cubano. Serão um teste à fidelidade da São em relação ao Luís Gomes. As relações vão manter-se, Luís Gomes vai ter um estatuto especial na CMVRSA que financie as suas deslocações a Cuba?

Quem vai mandar na autarquia de Vila Real de Santo António, a São Cabrita ou o Luís Gomes? Neste negócio à Putin/Medvedev qual é o papel da São e de Luís Gomes? Que papel vai ter Cuba e o seu governo na gestão autárquica de Vila Real de Santo António?